A porta Salvadora

Tropeçou com ela. Estava jogada na rua. Era a imagem da tristeza. Parecia ter desistido de sim, se abandonado à crueldade do destino. Sentiu-a tão desesperadamente só, quanto ela própria o estava. Foi num amanhecer frio e cinzento do mês de fevereiro. Olharam-se, uma com receio, a outra com piedade. Não emitiram som algum, apenas caminharam juntas, lado a lado. A velha senhora abriu a porta e a convidou a entrar. A jovem emigrante, tremendo de medo, mas principalmente de fome, olhou ao redor e, com passos cambaleantes, cruzou a soleira.

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